
terça-feira, 29 de junho de 2010
Uma nódoa na pauta
O Abílio e o pai entraram no carro. De repente, o pai vira-se para o Abílio e diz-lhe;
- Pregaste-me cá um susto!...
- Porquê? – perguntou o Abílio.
- Porque pensie que ias tirar negativas. – respondeu o pai
- Achas?! Eu estudei para tirar possitiva. – respondeu o Abílio.
- Ainda bem!
Depois, o pai do Abílio disse à sua mulher que o Abílio tinha tirado possitiva. A mãe disse que ele merecia um presente.
- Pregaste-me cá um susto!...
- Porquê? – perguntou o Abílio.
- Porque pensie que ias tirar negativas. – respondeu o pai
- Achas?! Eu estudei para tirar possitiva. – respondeu o Abílio.
- Ainda bem!
Depois, o pai do Abílio disse à sua mulher que o Abílio tinha tirado possitiva. A mãe disse que ele merecia um presente.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O Carvoeiro a minha História
O Rei dirigiu-se para ele e perguntou-lhe:- Ó senhor carvoeiro, estou perdido aqui no bosque. Você sabe o caminho para o palácio?
O carvoeiro, antes de lhe responder, estava a pensar num enigma para lhe perguntar. Pensava, pensava até que acabou por se lembrar de um enigma. Então o carvoeiro respondeu-lhe assim:
- Eu digo-te o caminho se tu acertares no enigma que eu te vou dizer e tens uma recompensa.
Então o Rei disse:
- Diz lá o enigma.
O carvoeiro então disse o enigma.
De que cor é o meu cavalo?
- É branco. – Respondeu o carvoeiro.
- O caminho está ao teu lado direito. – Respondeu o carvoeiro.
Estão, o rei lá foi pelo caminho adiante. Viu uma mulher bonita, que era a rainha que estava com um ministro a procura do rei.
Quando o encontrou abraçou-lhe com muita felizidade.
Instrução Primária
terça-feira, 23 de março de 2010
Era uma vez...
Esta historia fala-nos de um pai que tem sete filhos. Ele chamou os sete filhos e disse-lhe que estava presteje a morrer, mas antes que ele morrese, queria que cada um dos seus filhos fosse buscar um vime seco e que o truxesse a ele.Depois, o pai pegou no vime que o seu filho mais velho troxe e entregou ao filho mais novo para ele o partir; o filho mais novo partiu o vime sem problema nemhum.
Em seguida o pai juntou todos os vimes e fez um feixe, atando-os com um vincelho.
O pai, depois, voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe:
- Toma este feixe e parte-o. O pai disse:
- Não posso. O pai, depois, disse:
- Meus filhos o mais pequeno de vós partiu sem lhe custar nada e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos.
Juntos sereis invenciveis.
E dito isto morreu.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O Avarento

Houve um dia que eu liguei ao meu pai para ele vir visitar-me a mim e ao meu irmão mais novo, ele não veio. Disse que tinha mais que fazer.
No dia seguinte, apareceu uma fada que lhe disse que se ele não fosse visitar os seus filhos, que ia morrer muito infeliz e com remorsos. Ele não veio visitar-nos e morreu infeliz e com remorsos.
Eu, no funeral dele, disse: a maldade paga-se caro.
No dia seguinte, apareceu uma fada que lhe disse que se ele não fosse visitar os seus filhos, que ia morrer muito infeliz e com remorsos. Ele não veio visitar-nos e morreu infeliz e com remorsos.
Eu, no funeral dele, disse: a maldade paga-se caro.
Os Passos de Dona Leonor

Conta-se que, no séc. XVI, existiam em Peniche dois fidalgos abastados que nutriam um ódio recíproco, por força de antigas disputas, sendo que nada no mundo os fazia esquecer a visceral rivalidade. Quis porém o destino que Rodrigo, filho de um deles, se namorasse perdidamente por Leonor, a bonita e prendada filha do outro dos fidalgos desavindos.Conhecedores do ódio que separava os pais, Rodrigo e Leonor não ousavam revelar os seus sentimentos, temendo as repercussões de tal descoberta. Todavia, tal veio inevitavelmente a verificar-se, tendo o pai de Rodrigo, perante a firmeza da decisão do filho, e na convicção da necessidade de separar os jovens amantes, resolvido degredá-lo para a ilha da Berlenga, onde ingressou como noviço no mosteiro de frades Jerónimos ali existente. Apesar de contrariado, Rodrigo obedece a seu pai partindo para a ilha da Berlenga, convicto do seu amor e resoluto a contra tudo e contra todos continuar a amar a sua Leonor. Com efeito, Rodrigo com a ajuda de Gil, um pescador seu amigo, faz-se transportar num pequeno batel todas as noites até uma gruta situada na orla meridional de Peniche, onde Leonor o aguardava, sinalizando a sua presença com a luz de uma lanterna. Este encontros furtivos repetiram-se por inúmeras ocasiões, até que certa noite, descobertas as saídas de Leonor, viu-se a jovem donzela perseguida pelos servos do pai e, na precipitação da fuga, saltando de rochedo em rochedo, resvalou nos seixos da encosta e na negrura da noite tombou do alto de um penedo, afogando-se no mar. Pouco depois, como de costume, aproxima-se Rodrigo para mais um encontro amoroso. Não observando o sinal combinado, o jovem preocupado chama em vão pela sua amada. O tempo vai passando sem sinal de Leonor até que Rodrigo angustiado consegue vislumbrar a boiar no mar o terno manto branco da sua enamorada. Então, o desespero apodera-se de Rodrigo que, na esperança de resgatar Leonor, se atira ao negro oceano do alto da traiçoeira falésia. Dias depois, é resgatado nas areias de um carreiro vizinho o pobre corpo de Leonor que terá sido depositado no adro da capela de Santa Ana, situada não muito longe. Quando ao corpo do desventurado moço conta-se que terá sido encontrado na costa norte, junto a uma rocha a que se deu o nome de Laje de Frei Rodrigo. A gruta que foi palco de tão trágico amor mantém, ainda hoje, a memória desta história sendo localmente conhecida por Passos de D. Leonor.
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